Repostagem: Carbono, por que Carbono?
Por que será que até mesmo os colegas do Delacyr passaram a chamá-lo de Carbono? Essa é uma pergunta que todos gostariam de saber a resposta. Foi com esse intuito que o Blog conseguiu obter uma entrevista, com a finalidade de sanar todas as dúvidas dos leitores/visitantes do DCarbono.
Blog: Primeiramente, o que você acha de ser chamado pelo nome de um elemento químico, quer dizer, você não fica constrangido ou desconfortável?
Carbono: Olá a todos, gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui conversando um pouco sobre isso com vocês, até mesmo porque não é muito normal eu falar da minha vida pessoal, muito menos para um blog (risos). Eu não sinto nenhum tipo de constrangimento de ser chamado assim, deve haver um motivo muito relevante ainda mais se levar em questão as minhas características físicas.
Blog: Afinal, como ocorreu essa mutação genética?
Carbono: Já esperava essa pergunta. Na época eu tinha 16 anos, tudo começou quando no início do ano de 2006, no mês de feveiro, mais precisamente, resolvemos jogar futebol no bairro vizinho, mais conhecido como Setor 2 ou, e tem esse nome devido ao conjunto de usinas nucleares localizadas naquela região, o investimento foi tanto que não conseguiram suprir todas as dívidas e acabaram por fechar a usina, isso no final da década de 20. Estavamos jogando quando o tempo fechou num segundo sobre região, corremos todos para suas casas o mais rápido possível, eu morava a uns dois quilômetros dali, então resolvi me abrigar no primeiro lugar fechado e seguro que havia por ali, pois aquela tempestade não seria mais uma daquelas que a cidade costumava presenciar. Resolvi me esconder no galpão de uma usina próxima do campo, no momento nem me preocupei com o nível do risco que eu estava correndo. Passado as primeiras horas comecei a me preocupar, a tempestade cada vez mais forte e eu sem nenhuma proteção com grandes de chances de me acidentar. Talvez, pensando nisso foi que ocorreu o pior, para toda a população, os raios não provocavam medo, pois só descarregavam longe da cidade, mas para mim, nunca mais vou me esquecer do som e da luz provocados por aquele raio, pois foi exatamente no galpão em que eu me encontrava que ele caiu, um segundo depois aqueles barulhos insuportáveis de máquinas começaram a pertubar minha cabeça, me senti zonzo, sem equilíbrio e só lembro de clarões em um corredor cheio de lâmpadas passando sucessivamente, depois disso só acordei em uma cama de hospital com meus pais ao lado.
Blog: Depois disso, você não quis realmente saber o que havia acontecido com você naquela tarde, como foi para você, passar por isso?
Carbono: O que eu mais queria naquele momento era descobrir o que tinha acontecido comigo naquela tarde. Contratei cientistas renomados para examinar as células do meu corpo, visto que nada mais era igual depois daquele incidente. Descobrir que logo após o raio, houve uma explosão de algum gerador elétrico que havia na usina, fazendo com que assim as máquinas se sobrecarregassem de modo a fornecer energia elétrica aos cabos de alta tensão (!), na verdade era como se uma pessoa estivesse nos seus últimos dias de vida e desse seu último suspiro, de fato foi o que ocorreu com o gerador, ele se sobrecarregou e “morreu” repulsando elementos muito conhecidos como α (alfa), β (beta) e γ (gama), como aqueles do caso Chernobyll (é assim que se pronuncia?), mas o que acontece é que os elementos encontrados em maior concentração na minha hemoglobina e células em geral do meu corpo é o carbono em forma de adamas e graphain, que vêm do grego, conhecidos como grafite e diamante não respectivamente.
Blog: Mas qual a relação entre o carbono, propriamente dito, com os elementos químicos alfa, beta e gama repulsados naquela explosão?
Carbono: Meus cientistas estudam a possibilidade de haver algo a mais naquela região, eles estão verificando se aquelas usinas não estariam só trabalhando em prol da energia elétrica da cidade, há hipóteses de que operários das usinas tenham sofrido o mesmo acidente, mas não temos dados precisos que comprovam realmente isso, até mesmo porque não havia tecnologia suficiente para estudar com profundidade.
Blog: Bom, muito obrigado, e eu queria agradecer em nome de toda a equipe, que foi de suma importância suas palavras e gostaríamos, de num futuro próximo, voltar a debater sobre esse assunto, caso você ainda esteja vivo, tudo bem?
Carbono: Eu que agradeço e espero ter auxiliado nas recentes pesquisas sobre o assunto. Agora o fato de eu estar vivo depois de tudo isso é que me impressiona realmente.
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01 de Julho de 2007 às 9:14 pm
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